DEUS E A DEUSA = A DUPLICIDADE NA VISÃO DA MAGIA


A duplicidade é a essência da religião da Deusa. A existência de um principio feminino e um masculino, Deus e a Deusa. Sempre nos referimos ao Deus, o pai, o principio masculino, mas nos esquecemos que assim como existe um principio masculino, existe um feminino. A Deusa é representada pela lua, e suas diversas fases representam as diversas fases da essência da deusa : sua existência como mulher fecunda, a fase da lua cheia, sua existência como a mãe e anciã, a sabedoria, e a fase que representa a sua morte, que também é o inicio de uma nova fase. Estas representações também estão presentes nas diversas fases da natureza, as diferentes estações representando a colheita, o descanso e o plantio.
A religião da deusa é a mais antiga , seus seguidores a tinham não como uma coisa a parte, mas como um guia para toda a sua existência.
As comemorações advindas desta religião estão presentes ainda em nossa vida, como o dia das bruxas, que representa o ano novo, o inicio de um novo ciclo, com o fim de uma estação e o inicio de outra.
A lua representando a Deusa é o circulo que esta presente no símbolo da bruxaria, que é o pentagrama dentro do circulo. A estrela representa o sol, o Deus masculino, e a união dos dois é o símbolo da religião antiga.
A lua é a noite, é a feminilidade, a sensibilidade e tudo o que ela rege, e o Sol representa o dia, a forca do masculino, sua energia e tudo o que ele rege.
A religião da Deusa é o que completa a religião do Deus, é a fase inicial e final de todas as nossas buscas, é o equilíbrio representado no símbolo do yin e yang, um dentro do outro, e os dois se completando.
É a religião que liga o ser humano novamente a sua origem, a natureza, integrando sua vida no ciclo da Terra. A Igreja da magia é a natureza em si, não necessita de templos e construções. Os elementos da natureza são sua forca e o que podemos comandar e nos submeter. O respeito a natureza e tudo o que ela compreende significa respeito a tudo, incluindo o próprio ser humano. E é esse respeito ao ser humano que nos falta para nos tornarmos realmente evoluídos.

Todas as religiões nos levam a Deus e a magia nos leva ao seu complemento, a Deusa. Jeová é a união de duas palavras: Jah, o deus masculino, e Eva, sua porção feminina.

‘Onde se encontra o maior templo de Deus sobre a Terra?
– No coração do homem se encontra o templo mais perfeito para a adoração de deus, o templo da meditação e do amor, o templo sempre disponível, á qualquer hora e em qualquer lugar, tanto de dia quanto de noite, numa cidade superpovoada como no deserto, pois o amor, a adoração e o templo não passam de um na glória do pai. Que outro edifício poderia substituí-lo?’

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ENERGIA E MATÉRIA

Energia: (gr. energia; eficácia)
atividade
força
Aristóteles: realidade
grandeza que caracteriza um sistema físico, guardando o mesmo valor durante todas as transformações internas do sistema e que expressa a sua capacidade de modificar o estado de outros sistemas com os quais interage
acupuntura: força que constitui e anima ao mesmo tempo os seres e o cosmo

Energia química: deriva diretamente da energia luminosa ou solar, armazenando-se sob a forma potencial em alimentos, vegetais e combustíveis

Energia elétrica: forma de energia de transição muito difundida, provém da conversão da energia mecânica pelos geradores nas centrais.

Energia nuclear: resulta da reação entre núcleos de certos elementos leves ou pesados. O calor liberado é transformado em energia mecânica e depois em energia elétrica.


Matéria: (do lat. matéria, da raiz mater, matris, mãe)

substância constituinte dos corpos, dotado de propriedades físicas
categoria filosófica que designa a realidade objetiva existente fora e independentemente da consciência humana e que por esta é refletida
coisas físicas, corporais

A matéria se manifesta de infinitas formas, está associada indissoluvelmente ao movimento e tem a capacidade de autotransformar-se de tal modo que , existindo condições favoráveis, esta autotransformação pode conduzir ao surgimento de vida, dos seres pensantes e dos sistemas socialmente organizados. Assim a matéria pode ser classificada em 3 formas fundamentas: os sistemas de natureza inorgânica, compostos por partículas elementares, campos, átomos e moléculas e corpos macroscópicos; os sistemas biológicos, que englobam desde o microorganismo até o ser humano; os sistemas organizados socialmente.

A concepção de matéria é essencialmente atômica: é descontínua, constituída de partículas ou átomos e moléculas cujos diversos arranjos correspondem aos Estados Da Matéria, (gás, líquido e sólido). Porém estes estados correspondem somente á esquemas cômodos de classificação, pois é possível passar do estado líquido ao gasoso de modo contínuo, e , além disso, os ‘cristais líquidos’ são estruturas intermediárias entre os sólidos e os fluidos. Acrescente também o fato de que não entram em qualquer destas 3 classificações os líquidos superfluidos a temperaturas muito baixas ou os plasmas a altas temperaturas (gases carregados de energia elétrica).

Em diversas publicações de cunho espírita vemos a palavra plasmar. Este verbo designa nada mais nada menos do que a transformação do dito ‘nada’ em algo palpável apenas através da força mental. Justamente a origem descrita na Bíblia quando nos diz que Deus criou todo o Universo apenas através de sua vontade. esta vontade traduz exatamente o que seria o plasmar: criar , do nada, algo, apenas desejando. Jesus nos diz : basta que desejemos algo que este mesmo algo nos será concedido por Deus. E também diz que se um homem acreditar realmente, ele pode mover montanhas apenas com a força de sua mente. E é exatamente isto á que estou me referindo aqui: plasmar é criar, através da força mental, uma aglutinação da matéria que não vemos com nossos olhos físicos, algo real.

A Física Quântica tornou obsoleta a distinção entre matéria e radiação: campos e partículas são de fato duas faces de uma mesma classe de objetos fundamentais, os quanta.
(A teoria quântica de Dirac mostra que toda partícula fundamental está associada a uma antipartícula. Assim a antimatéria é uma outra forma de matéria, simétrica aquela que nos é familiar)

Relatividade: a relatividade geral faz uma síntese da mecânica e da gravitação. A interação gravitacional é descrita como uma curvatura do espaço induzida pela presença de massas. Este espaço – tempo curvo não euclidiano não admite alinhamento, mas curvas de comprimentos mínimos, chamadas geodésicas, que correspondem ás trajetórias mais curtas que podem ser percorridas para se ir de um ponto a outro.
Entre as conseqüências mais importantes da relatividade geral cabe destacar a interação entre massa e radiação: os raios de luz são desviados quando atravessam regiões próximas a grandes concentrações de massa, e os comprimentos de onda das radiações emitidas pelos átomos situados em um campo gravitacional intenso são deslocados para o vermelho.(N.E.: este desvio para o vermelho se refere á escala que a cor vermelha ocupa quanto á sua freqüência e comprimento de onda).

A ciência atualmente chegou na conclusão de que a energia, em um determinado ponto, se manifesta como partícula, e logo no ponto seguinte, se comporta como uma vibração de onda no espaço. Deste modo podemos dizer que não há um ponto determinado onde a matéria acaba, pois logo no ponto seguinte ela continua a se manifestar, não como matéria física em forma de partícula, mas como uma onda, que é comprovadamente existente por nos deixar como informações a sua freqüência e o seu comprimento (como as ondas de rádio, por exemplo)

 

NIRVANA: O Caminho, a Verdade e a Vida

nirvana;

Estado de contemplação e êxtase em que se encontra a consciência desperta. Uma pessoa que entra no estágio do Nirvana é aquela que se desapegou de toda a matéria, sabe reconhecer a verdadeira realidade por detrás das ilusões do mundo das formas, e conseguiu chegar a um estado de paz mental imperturbável, vivendo em um estado de completa realização e tranqüilidade, não mais passando pelo que chamamos de sofrimento e morte.

Não há mais sofrimento porque não há mais morte, porque a pessoa que realmente vê a Verdade, sabe que sua consciência transcende o corpo da matéria, ultrapassa a morte física, e está em constante evolução. Sabendo disso, toda a sua perspectiva de realidade se altera, e passa compreender o seu verdadeiro papel no Cosmos.

O Caminho

Jesus de Nazaré, o Cristo, nasceu judeu, 2004 anos atrás (vamos considerar a data católica como historicamente correta apenas para efeito didático), na cidade de Nazaré, Palestina. Foi considerado um impostor pelos judeus , sendo condenado á morte pelo crime de blasfêmia, quando confirmou ser o Messias citado no 1º testamento (Torah dos judeus).
Morto fisicamente, ressuscitou no 3º dia, tendo se mostrado a seus apóstolos. Deixou para todos nós seus ensinamentos, que estão reunidos sob a forma dos evangelhos ( a ‘Boa Notícia’).
Jesus foi um homem, um profeta, um ser que já havia visitado a terra sob a forma humana em ocasiões anteriores, um avatar. Foi, por exemplo, Krishna (‘o belo’), um ser de luz e amor, que , devido á esse amor sem medida por todos nós, seus irmãos, sofreu encarnado para nos mostrar o caminho.
E este  caminho que ele nos mostra está registrado nos evangelhos, e também no evangelho perdido dos livros de Nefi (Livro de Mórmon; ver dissertação mais á frente). O caminho nada mais é do que a trilha do amor ao próximo, o amor sem reservas, sem desconfiança, sem egoísmo.
’ Ame ao próximo como a ti mesmo’: Esse é o caminho.

O caminho é a Verdade, e a verdade só pode ser compreendida quando baseada na razão. A razão se baseia na lógica. Procuremos então a lógica de tudo o que nos cerca e a verdade se mostrará a nossos olhos, tão clara que nos perguntaremos então como não percebemos tudo antes de chegar neste ponto…

Mas para se compreender o caminho é necessário que se conheça a Verdade.

A Verdade

A Verdade é a realidade sem metáforas, sem lendas, sem mitos e sem véus. A Verdade sobre nossa origem, nossa forma, nosso espírito, e a verdade sobre Deus (Allah, Jeová, Jah, ou qualquer outra denominação para a força criadora universal).
Para se entender a Verdade é necessário retirar da mente todo preconceito religioso, racial, sexual, e científico.
É necessário que se acredite que toda a perfeição do Universo não é oriunda de uma coincidência de fatores físicos ou químicos. É necessário que se aceite que todo o Cosmos é perfeito, que todo o átomo é perfeito, que todas as leis físicas e químicas são perfeitas, e que esta perfeição não surgiu do nada, mas de uma perfeição maior, de uma Consciência Suprema maior que o próprio Universo. Uma consciência cosmo-psíquica que se manifesta através do eletromagnetismo, que controla desde a órbita dos elétrons no átomo até as órbitas das galáxias do Universo. Esta consciência Psíquica Perfeita que está em nós, que nos deu origem , assim como toda a matéria física, esta consciência que se manifesta em nós, como o macrocosmo está no microcosmo, como somos feitos á sua imagem e semelhança, esta Consciência é o próprio Deus, Allah, Brahma, Logos, Oxalá, Jeová, Javé, Jah, nosso Pai e Criador.

A verdade é esta: somos feitos á sua imagem, estamos destinados á perfeição, porém esta só virá á nós através do nosso próprio esforço. Esta perfeição é possível, nosso esforço é necessário, devemos enfrentar os obstáculos que nós mesmos criamos, o nosso Karma, enfrentar a Sansara da vida e morte para enfim alcançarmos a Vida.

A Vida

A Vida Eterna, a que estamos destinadas, a vida sem morte. Nunca morremos em espírito (a não ser que busquemos esta morte). Nosso corpo morre e se degrada, e volta á matéria, e nosso espírito volta em outro corpo, e vive, e nosso corpo morre, e nosso espírito é libertado, e volta, e toma outro corpo, e segue neste ciclo até que nosso espírito adentre a Verdade, no Nirvana, então não há mais morte, só Vida, a Verdadeira Vida.
Quando se diz que só se vive uma vez (como muitos religiosos afirmam), esta vida se refere á vida de nossa consciência única, que é individual e se preserva através de inúmeras mortes físicas, onde apenas o invólucro físico é trocado, mas nosso espírito permanece o mesmo, caminhando rumo á evolução e perfeição através de várias vivências, mas apenas uma Vida.

Descubra o Caminho, a Verdade e a Vida através deste livro, que é um resumo e soma de várias doutrinas que nos mostram diversas faces desta única realidade e deste único Deus Criador, o Misericordioso, o Amabilíssimo.
Que todos nós possamos viver em Paz e Amor, hoje e sempre,

Amém.

‘De que vale o terrícola ter pousado na Lua, distante milhares de quilômetros de sua moradia, se ele ainda não conseguiu penetrar um centímetro dentro de sua própria alma?’
Ramatis

 

 

Massacres e Religião

‘Se os técnicos do mundo fizessem uma estatística honesta e autêntica para verificar quais os homens que mais devastaram a face da Terra e contribuíram para a miséria e desdita humana, eles ficariam estarrecidos ao comprovarem que os religiosos fanáticos foram justamente os mais demoníacos destruidores de nossa própria escola física de educação espiritual. Em conseqüência a crença em Deus pode ser tão enfermiça e devastadora , quando contraria e desmente os próprios atributos da divindade, pelos crentes que ainda cultuam o ódio, a ignorância, a maldade e a injustiça, que são opostos aos valores divinos de Amor, Sabedoria, Bondade e Justiça’.
‘Considerando-se que 95% da humanidade terrícola crê em Deus, comprovando esta crença através de vários movimentos espiritualistas e congregações religiosas, é evidente que toda maldade, destruição pelas guerras fratricidas são de responsabilidade desses 95% de crentes! Então seria preferível que os homens fossem quase todos ateus, porque sendo descrentes, as suas patifarias, ignomínias e perversidades seriam consideradas manifestações normais da natureza inferior humana, em face de ignorarem a existência de leis divinas que regem o Cosmo, emanadas do Ser Supremo!

‘Os católicos, protestantes, budistas, muçulmanos, judeus, hinduístas, confucionistas e maometamos vivem separados, em vãs tentativas ecumênicas , que mais disfarçam interesses particulares religiosos, sob o rótulo da universalidade. Mesmo entre os próprios adventistas derivados do protestantismo ou de outras fontes religiosas , ainda conflitam entre si, em tolas especulações das diferentes interpretações pessoais de conceitos, quiçá, até de erros tipográficos da Bíblia! Assim, de uma nascente original como o protestantismo, surgiram novas seitas que se propagam de modo agressivo e se clamam portadoras da ‘Verdadeira Verdade’! Elas se digladiam fanaticamente sob os rótulos de batistas, congregacionistas, luteranos, assembléios de Deus, metodistas, mórmons, testemunhas de Jeová, presbiterianos, Jesus dos últimos dias, episcopais, pentecostais, ou adventistas do 7º dia.

O Velho e o Novo testamentos têm produzido mais seitas , crenças diferentes e fanáticos perigosos do que o bem que eles realmente deveriam produzir. Em face da luta insana pela prerrogativa de liderança e divulgação de seus postulados, ás vezes usados contra o próprio homem inversamente aos próprios ensinamentos de Cristo. Não opomos qualquer protesto quanto á necessidade do homem crer para se renovar, crer para atender ao impulso íntimo de comunhão com Deus, na busca da ascese angélica. Mas é ignomínia a crença que divide homens e se transforma em favor de desavença, ruína , ódio e tragédia, cujos atos censuráveis desmentem frontalmente os valores autênticos da espiritualidade, ante o predomínio de instintos inferiores da animalidade. Não se pode louvar uma crença em deus, quando isso leva os homens a se desgraçarem em lutas antifraternas e religiosas que aniquilam o próprio prazer espiritual de viver. Crer num Deus de amor e Vida e depois provocar a morte do próximo por motivos de cor, raça, costumes ou religião; crer na bondade de deus e depois praticar torturas, massacres e destruição nas aldeias, povos e cidades, é crime de lesa-majestade Divina. O crente que age de modo tão censurável e repelente nega a sua assimilação a qualquer postulado religioso de aspecto divino, e pecaminosamente demonstra o seu atraso espiritual!’
Ramatis

Al Bácara 62 “Os crentes, os judeus, os cristãos e os sabeus, enfim, todos os que crêem em Deus , no Dia do Juízo Final, e praticam o bem, receberão a sua recompensa do seu senhor, e não serão presas do temor nem se atribularão’ (Alcorão)

Buda

Mais tarde surge na Índia um príncipe, Siddhartha Gautama. Este irá colaborar ainda mais para que o homem atinja o conhecimento sobre sua realidade divina, sua alma que vive várias vidas, e a causa única do sofrimento do homem: sua ignorância e seus desejos.

Em 536 A.C. nasce Siddahrtha, filho de Maya, que segundo conta a história, ficou grávida ao ter um sonho em que um elefante branco entrava pela sua axila direita. Também conta a história que Maya teve o filho ao apanhar um ramo de flores. Siddahrtha, que significa, ‘todos os desejos cumpridos’. Pouco tempo depois a rainha viria a morrer, e Siddahrtha então passa a ser criado pela irmã mais nova da rainha, Mahaprajapati.
Como príncipe, Siddahrtha vivia isolado do mundo real, e vivia cercado de luxo e fartura, dentro dos limites do castelo de seu pai, o rei Gautama.

Conta a história que logo após seu nascimento, o rei recebeu a visita de um ermitão, Asita, que , ao ver a criança, predisse ‘Este príncipe, se permanecer no palácio, após a juventude, tornar-se-á um grande rei e governará o mundo todo. Porém, se abandonar a vida palaciana e abraçar a vida religiosa, tornar-se-á um Buda, o Salvador do Mundo’.

Aos 19 anos seu pai lhe arranjou o casamento com a princesa Yashodara, sua prima.
Mesmo vivendo dentro de uma vida de fantasia e prazeres o príncipe vivia em busca da solução para os mistérios da vida e da morte, e , aos 29 anos, quando nasceu seu filho Rahula, o príncipe decide abandonar o palácio para partir em busca de respostas para suas dúvidas.

A partir deste momento Siddhartha vive inicialmente em companhia dos chamados ascetas, que , através de muita meditação e abstinência, procuram contato com o transcendental. Siddharta se torna o mais severo dos ascetas, passando longos períodos em jejum e em meditações. Porém, como não consegue atingir a iluminação, decide abandonar o ascetismo, e aceita leite das mãos de uma mulher, após passar seis anos vivendo como asceta em uma floresta.

Entra então em um outro período de meditação, com forte determinação ‘Mesmo que o sangue se esgote, mesmo que a carne se decomponha, mesmo que os ossos caiam em pedaços, não arredarei os pés daqui, até que encontre o caminho da Iluminação’.

Conta a história que ‘tão árdua foi sua luta que seu sangue se diluiu, sua carne caiu em pedaços e seus ossos se partiram. E quando a estrela d’alva despontou no oriente, a luta havia terminado e a mente do príncipe desanuviou-se e ficou tão clara quanto a aurora. Ele havia, finalmente encontrado o caminho da Iluminação, tornando-se em oito de dezembro, aos trinta e cinco anos de idade, um Buda’.

A partir de então, Buda percorre o país pregando sua doutrina e ensinamentos, passando então quarenta e cinco anos desta forma.
Seus ensinamentos, em grande parte contados em forma de parábolas, tratam principalmente de esclarecer o homem sua origem divina, seu espírito imortal, e auxiliam o homem a enfrentar seu maior inimigo, sua própria mente descontrolada, que , escrava dos desejos, se torna fonte de sofrimento e morte.

Buda desencarna após este período de ensinamento, e conta a história que este momento se dá quando Buda pregava, entre duas árvores gigantes (Vatica robusta). ‘Com a consciência tranqüila pelo dever cumprido, o maior de todos os mestres e o mais amável dos homens adentrava o almejado Nirvana’.

Antes deste momento, Buda proferiu seus últimos ensinamentos:
‘Fazei de vós mesmos uma luz. Confiai em vós mesmos: não dependais de mais ninguém. Fazei de meus ensinamentos a vossa luz: confiai neles;
‘Considerai o vosso corpo, pensai em sua impureza; sabendo que a dor e o prazer são causa de sofrimento, como podeis ser coniventes com seus desejos? Considerai o vosso coração, pensai em sua inconstância, como podeis cair em ilusão e alimentar o orgulho e o egoísmo, sabendo que tudo termina em sofrimento inevitável? Considerai todas as substâncias, podeis nelas encontrar algum ‘eu ‘ duradouro? Não são elas um agregado que mais cedo ou mais tarde se partirá em pedaços e se dispersará? Não vos desconcerteis com a universalidade do sofrimento, segui os meus ensinamentos, mesmo depois de minha morte, e estareis livre do sofrimento. Fazei isso e sereis verdadeiramente meus discípulos.
‘(…) o propósito destes ensinamentos é controlar vossa própria mente. Abandonai a cobiça, e conservareis o corpo íntegro, a mente pura e vossas palavras serão as palavras da verdade. Se nunca esquecerdes o caráter transitório da vida, podereis resistir a ganância, a ira e podereis também evitar todos os males.
‘Se vossa mente for seduzida e enredada pela cobiça, deveis dominar e controlar a tentação, sede o senhor de vossa própria mente.
‘A mente de um homem pode fazê-lo um Buda ou uma fera. Corrompido pelo erro, torna-se um demônio; iluminado, torna-se um Buda. Controlai, portanto, vossa própria mente e não a deixeis afastar do caminho correto.
‘(…)Não desperdiceis vossa mente e tempo com ódio e com a discórdia. Desfrutai das flores da iluminação, quando ela a vós se apresentar e colhei os frutos deste caminho correto.
‘(…) Não vos lamenteis inutilmente, mas maravilhai-vos com o princípio da transitoriedade e dele aprender a vacuidade da vida humana. Não alimenteis vãos desejos de que as coisas mutáveis tornem-se imutáveis.

‘Atentai para este fato: Buda não é um corpo físico, é a iluminação. O corpo físico perece, mas a Iluminação persistirá para sempre na verdade do Dharma e na prática do Dharma. Aquele que apenas vê meu corpo não me vê realmente. Somente aquele que aceita meu ensinamento consegue ver-me.’

(Dharma – o ensinamento eterno)

Krishna

Há cerca de 3000 anos antes da nossa era, a Índia havia sido conquistada pelos árias, representantes da raça branca. Neste período da sua história a religião predominante era oriunda dos Vedas, textos sagrados de origem lemuriana e atlante, e que eram decifrados pelos sacerdotes. Era o brahmanismo.
Os arianos, superiores, estavam então na escala mais alta de uma grande mistura de raças existentes na Índia, que contava com seres da raça vermelha, amarela e grande maioria de raça negra.

Houve um período, em que houve uma luta entre duas dinastias, a dinastia Solar, onde se incluíam os arianos, e a dinastia Lunar, onde estavam os representantes da raça negra.
Esta luta é o tema central do Mahabarata, epopéia que conta este período histórico do Império Hindu.
De um lado os devotos do Sol, representando a força masculina e seguidores de um Deus único e supremo, os Pandavas, de outro, os adeptos da Lua, representantes da força feminina, seguidores da idolatria e magia negra, os Cauraveses.

Os pandavas são destronados do poder e banidos para a floresta, onde viviam os verdadeiros reis espirituais da Índia, os Anacoretas, ascetas, herdeiros dos rixis, antigos sábios que possuiam a interpretação secreta dos Vedas.
Relata-se que os anacoretas possuiam poderes de chamar ou afastar serpentes e amansavam tigres e leões.
Quem maltratasse ou matasse um rixi levaria a maldição até a sua terceira encarnação.

Semelhantes aos deuses gregos (aos quais deram origem) os hindus contavam com uma extensa variedade de deuses que possuiam sentimentos humanos e que com estes se misturavam.
No Ramaiana conta-se a história de um rei que se torna asceta (Vixuamitra) e que é seduzido por uma ninfa enviada pelo deus Indra. Desta união nasce um herói que irá auxiliar na manutenção do universo (um Avatar).
Esse homem foi o criador da religião nacional da Índia, e que lança ao mundo uma nova idéia: a da divindade encarnada ( o Verbo Divino) e manifestada pelo homem.

Foi o primeiro dos Messias, o primogênito filho de Deus, Krishna, que depois de cerca de 2 milênios iria surgir de novo na figura de Jesus Cristo, e que virá ainda uma terceira e derradeira vez, no dia do juízo.

Segundo conta a história, durante o início da era de Kali (ou Caliman), que data então de 3000 antes da nossa era segundo o calendário brâmico e que se caracteriza por grande materialismo e ganância, surgiu Krishna, expondo seus ensinamentos sobre a verdadeira realidade da natureza humana: seu espírito divino e imortal, e relatando aos homens que tudo o que é material é perecível e ilusório, e que somente a sua alma é verdadeiramente eterna.

Krishna, filho de Devaqui, irmã do então rei Cansa, adepto do culto lunar e da magia negra, amante da própria Cali encarnada, Nixcumba.
Também conhecido como rei das serpentes, Cansa, através do seu poder sobre estes répteis, mantinha o povo e os inimigos aterrorizados, e no templo de Cali, localizado em uma gruta no interior da floresta, realizava cultos de adoração no qual escravizava aqueles que tinham ido lá em busca do poder.

Nixcumba, sua amante, linda e cruel negra, o próprio desejo encarnado, o estimulava aos rituais sangrentos e sacrifícios, e contavam com o auxílio dos demônios negros, os ráxsas.
Nixcumba deseja ter um filho com Cansa, o qual seria então, segundo seu desejo, o Senhor do Universo. Porém permanece estéril, e, durante um dos rituais um sacerdote profetiza que a mãe do Senhor do universo que o destronará é a sua própria irmã Devaqui.

Assim, avisada também por um sacerdote, Devaqui foge para a floresta e é abrigada pelo rixi Vasixta.

Recebe uma visão de Indra, e concebe então um filho, Krishna, o radiante.
Na sua anunciação, Devaqui ouve os devas lhe dizerem: ‘Glória a ti, Devaqui! Ele virá, aureolado de luz, esse eflúvio puro emanado da grande alma, e as estrelas hão de empalidecer diante do seu esplendor. Ele virá, e a vida desafiará a morte, e ele rejuvenescerá o sangue de todos os seres. Ele virá, mais doce que o mel e a ambrosia, mais puro que o cordeiro sem mácula e a boca duma virgem, e, então passará por todos os corações o mesmo transporte de amor. Glória, Glória , Glória a ti, Devaqui!’.
Anunciação que não coincidentemente é praticamente a mesma que recebe Maria, quando da vinda de Jesus Cristo.

Krishna então nasce é criado na aldeia dos rixis e, após o desaparecimento de sua mãe, é acometido de grande tristeza.
Tem então uma visão do espírito de Vasixta, que lhe fala sobre sua mãe e seu futuro. Este lhe fala sobre a filha da Serpente e o filho do Touro que iria um dia enfrentar.
Krishna segue então para desafiar a grande Serpente do templo de Cali, e, após vencê-la decepando-lhe a cabeça, esta lhe fala sobre a vida e a morte.
Após o combate Krishna se torna guerreiro e sai em grandes lutas e combates em favor do bem e dos injustiçados, e combate os maus e as feras.

Tão belo que atraia a todas as mulheres da aldeia com seu canto, após um retiro de abstinência de 7 anos, consegue dominar seu corpo físico e seus desejos para iniciar então sua missão divina

Nesta missão Krishna anuncia ao homem sua tríplice natureza, a inteligência, a alma e o corpo.

Se um homem é dominado pelo seu corpo, então foi dominado por Tamas, uma das três gunas.; Se é dominado pela inteligência e pelo raciocínio, está no domínio de Radja, a segunda guna. Se se eleva ao espírito, procurando ao conhecimento que sai do limite material e adentra os domínios do eterno, então está no domínio de Satwa, a terceira e mais elevada guna.

Krishna diz: ‘Eis aí o verdadeiro caminho da salvação. Uma vez que tu te tenhas apercebido do ser supremo, que está acima do mundo e que está em ti mesmo, decide-se a abandonar o inimigo que se disfarça sob a forma do desejo. Dominai as vossas paixões. Os gozos que os sentidos procuram são como que a fonte dos desgostos futuros. Não basta simplesmente o bem, é preciso ser bom. Que o motivo de vossa bondade esteja nos atos e não nos seus frutos. Renunciai aos frutos de vossas obras, mas que cada uma de suas ações seja como que uma oferenda ao deus supremo. O homem faz o sacrifício dos seus desejos e de suas obras ao Todo Infinito, do qual o princípio de todas as coisas procede, e por quem o universo há sido formado, obtém por esse sacrifício a perfeição. unido espiritualmente a ele, atinge essa sabedoria que está acima do culto das oferendas e experimenta uma felicidade divina. Porque aquele que encontra em si mesmo a sua felicidade, a sua alegria e em si mesmo também a sua luz é uno com Deus. Ora, sabei-o, a alma que encontrou Deus, está isenta da renascença e da morte, da decrepitude e da dor, e bebe a água da imortalidade.’

Assim, vemos nas palavras de Krishna as mesmas palavras que 2 mil anos depois ele mesmo iria tornar a repetir como Jesus Cristo, nos seus evangelho, se referindo então á água da vida.

Krishna, como Jesus , foi seguido por uma multidão de discípulos, e saía para pregar nas aldeias e vilas, á beira do rio Ganges.
Dentre os seus discípulos está Arjuna, um dos descendentes dos pandavas, os depostos reis do sol.

Por muito tempo combateram os ocidentais cristãos a doutrina de Krishna, baseados que neste ponto, Krishna incitava a violência. Pois Krishna incitou Arjuna a lutar, a combater os seus parentes em uma luta sangrenta para restituir aos pandavas o poder da Índia.

Arjuna, diante de seus parentes e conhecidos no outro lado da batalha, ia desistir da luta, mas Krishna, ensinando que a morte física não existe de fato, explica a Arjuna que ele deve sim lutar, pois a justiça pedia que os reis lunares e sua magia fossem depostos, para restituir o equilíbrio das forças.

Assim, Arjuna, sabendo da Verdade de que nada pode matar realmente o espírito, mas apenas o corpo físico, entra então em combate contra os cauravas, representantes da força das trevas que não poderia prevalecer sobre a força do Sol.

Krishna diz: ‘Escutai o que ele vos diz pela minha boca; eu e vós, todos nós havemos tido várias encarnações. As minhas só de mim mesmo são conhecidas; mas vos nem as vossas conheceis. Ainda que não esteja, pela minha natureza, sujeito á renascer ou morrer, e que seja o senhor de todas as criaturas, no entanto, como sou eu que dirijo a minha natureza, torno-me visível pelo meu próprio poder, e sempre que a virtude decline no mundo e que o vício e a injustiça a vençam, eu me tornarei visível , e me mostrarei de idade em idade para a salvação do justo, destruição do malévolo e restabelecimento da virtude. Aquele que conheça, verdadeiramente a minha natureza e a minha obra divina, deixando o seu corpo, nunca mais volta a encarnar de novo, e então, une-se a mim.’

Krishna, como Cristo, envia seus discípulos para ensinar no mundo ‘Vós não tínheis os olhos abertos. Eu vos entreguei um grande segredo: não o digais senão aqueles que o possam entender. Vós que sóis meus eleitos, vedes o fim, e a multidão não vê senão um vazio no caminho. E entretanto, ide, ide pregar ao povo o caminho da auto realização.’

Após a batalha dos pandavas contra ou caurevas, Krishna, que havia se retirado do campo logo no início pois sabia da vitória dos filhos do Sol, se dirige ao alto do monte e aguarda então o momento em que será morto pelas mãos do inimigo.
Após 7 dias de meditação e ablução, Krishna se transfigura e é então encontrado pelos arqueiros de Cansa. Estes se precipitam sobre ele e o atingem com setas. Krishna, perpassado pelas flechas, fica impassível, e murmura logo antes de morrer o nome de Brahman, ‘Mahadeva’.

Krishna é então levado pelos seus discípulos para ser queimado na cidade santa de Duarca. Durante a cremação duas irmãs, Sarasvtai e Nixdali, que o amavam , se jogam ao fogo, e a multidão julgou ver então o espírito de Krishna ascender ao céu abraçado á suas duas esposas.

Assim, a doutrina religiosa da Índia, que se baseava nos Vedas originários dos continentes perdidos, adotou também os ensinamentos de Krishna sobre a imortalidade, o bem e a reencarnação, assumindo tanto os cultos lunares quanto os solares á doutrina brâmica, onde Deus é representado por Brahman, e se traduz por 3 forças:
Brahma: a criação;
Vishnu: a manutenção, sendo que é desta força que Krishna é um Avatar (ou Messias)
Shiva: a destruição

Esta antiga doutrina foi mais tarde também seguida pelos egípcios e pelos gregos.

Moisés , quando estava sendo criado pelos egípcios, teve acesso ao conhecimento dos sacerdotes no templo de Osíris, e teve então iniciação á estes cultos. Relatou, posteriormente, em sua gênese a história da criação do mundo baseado neste aprendizado, e os dias da criação correspondem ao dia brâhmico, ou seja, milhares de anos.
Assim vemos que o Torah, ou primeiro testamento é uma continuação da grande história de Deus e da humanidade, uma continuação da grande doutrina religiosa que se iniciou nos continentes perdidos e se perpetuou através dos Vedas, teve a colaboração do avatar de origem divina, Krishna, continuou através da Bíblia e de seus dois testamentos, com a intervenção divina novamente presente na figura de Cristo, segue através do islamismo e seu Alcorão, e ainda irá contar novamente com a participação terceira do mesmo avatar, que irá novamente surgir para guiar as ovelhas perdidas para o único caminho divino, o amor ao próximo e o conhecimento da existência de uma alma imortal, feita á imagem e semelhança do criador.