TEMPO

A noção de tempo na Terra é totalmente falha quando se deseja compará-la à eternidade da vida. Temos a contagem dos dias terrenos que nos guia na nossa vida terrena. Esta contagem se baseia em fenômenos naturais (a rotação do planeta em relação ao Sol). A duração de uma vida humana é insignificante quando comparada à vida espiritual, onde o intervalo entre as reencarnações pode ser tão longo como 2000 anos. Este tempo só é válido para parâmetros terrenos, e nada significa ao espírito.

Quando encarnados, estamos submetidos ao nosso corpo físico, que dentre todos os animais é o mais perfeito em habilidade e sensibilidade, não por acaso. Este corpo físico no entanto recebe a maior parte de energia para seu funcionamento durante o dia, quando o corpo etéreo absorve o Prâna, de origem solar. Durante o dia temos desperta a nossa consciência diurna, que nos possibilita a vivência no mundo material. neste período nosso corpo físico está no auge da atividade, que deve ser realizada para equilíbrio de todo o conjunto. Durante a noite, no entanto, nosso corpo físico necessita do período do sono para possibilitar a manifestação conjunta de dois fenômenos distintos: a reparação do corpo físico pelo duplo etéreo (que utiliza o Prâna acumulado durante o dia), e a libertação de nosso corpo astral para que nosso espírito continue a sua vivência no mundo astral, liberto do corpo físico, o que dará maior possibilidade de ação (inclusive é reconhecido que durante o sono também é maior a ação de obsessores, que podem se mostrar inteiramente aos obsediados, aterrorizando-os com pesadelos).

Esta saída do corpo astral, assim como a atividade do corpo físico durante o dia, também é necessária para a manutenção do conjunto.

É a partir de deduções lógicas como estas que podemos afirmar que o que ocorre atualmente como os seres humanos é uma aberração contra a natureza de sua própria constituição! Os trabalhos padronizados, as atividades que escravizam os seres á horários rígidos, são um desrespeito á nós mesmos, e trazem como conseqüência o nosso maior desgaste e morte prematura, além de todas as alterações hoje denominadas como doenças de Stress…

Não é difícil nos voltarmos á história da civilização atual e descobrirmos que este tipo atual de estabelecimentos de horários advém da época da Revolução Industrial, onde cidadãos gananciosos pelo lucro escravizaram milhares de pessoas á horários massacrantes, em nome do dito Progresso!!

Graças á este tão cultuado progresso, hoje temos milhares de pessoas desencarnado prematuramente por doenças cardíacas e outras, que se originam de um tratamento incorreto com seu próprio corpo, traduzido na alimentação errada, carnívora e gordurosa, na sua ausência de descanso físico, nos trabalhos noturnos criando seres emocionalmente alterados (pois a inatividade do corpo astral implica em alterações emocionais e são a causa de muitas doenças classificadas como de ordem psiquiátrica e tratadas nada mais nada menos com hipnóticos e benzodiazepínicos indutores de sono, e conseqüente libertação de corpo astral), e em todas as outras conseqüências que bem sabemos quais são.

E a evolução humana caminhou em linha tão errônea até hoje, que atualmente é praticamente impossível que se volte atrás e tudo se corrija, pois para isso deveríamos TODOS adquirir a consciência espiritual para deduzirmos corretamente o caminho. Deste modo conclui-se que a única seta no caminho indica para o abismo e somos ‘todos cegos guiando cegos’.

 

ANIMAIS

A diferença básica que existe entre nós, seres humanos, e os animais, é que nós temos a consciência de nós mesmos enquanto indivíduos, e além de podemos constatar a nossa individualidade, somos o espírito encarnado, enquanto que os animais são fragmentos do corpo astral de um único espírito, que neste caso é denominado enteal.

Nós, após a nossa morte, passamos por uma avaliação retroativa de nossa existência, e , através desta avaliação , organizamos a nossa próxima encarnação, sendo válido para nós o conceito de carma.

Já os animais, sendo fragmento de um mesmo corpo astral, e de um mesmo ente, na sua morte, fundem por assim dizer, o seu corpo astral que estava individualizado em um único ser vivo, com o corpo astral total da espécie, levando á toda a espécie as impressões adquiridas em sua vivência como ser vivo individual, porém pertencente á mesma espécie.

Deste modo, podemos dizer que todos os animais da mesma espécie são parte do mesmo espírito, ou ente, que na organização física de animais, está cumprindo sua evolução enquanto espécie.

A medida que analisamos diferentes espécies podemos perceber a verdade destas afirmações: todos os animais agem conforme a sua espécie como um todo, sendo que alguns apresentam mais o comportamento da espécie do que outros, p. ex.: os peixes apresentam mais caracteristicamente o comportamento de espécie do que os gatos, sendo que ambos são fragmento de corpo astral do ente único que determina a espécie, porém, devido á sua própria evolução apresentam maior ou menor desenvolvimento cerebral, que não é a causa, mas o efeito de sua evolução.

Conforme evoluíram as diferentes espécies, paralelamente no tempo, atualmente podemos testemunhar animais mais ou menos evoluídos, porém nem o mais desenvolvido na sua individualidade enquanto ser vivo deixa de estar ligado á alma grupo, ou ente determinante da espécie.

O espírito, no caso dos animais, não está encarnado propriamente, mas atua em conjunto com todos os animais da espécie, sendo cada animal individual parte do mesmo espírito, individualizando em cada ser apenas fragmentos do mesmo corpo astral, ou seja todos os animais da mesma espécie compartilham da evolução tendo vivências individuais mas tendências únicas da espécie.

Somente no caso do homem é que o espírito se encontra realmente encarnado individualmente em um ser vivo, ou seja, somente o homem é todo o ser espiritual em um único corpo, sendo o seu corpo astral individual. Sendo assim, cada vivência do homem é única e determinante de carma para este mesmo ser, sendo válido a avaliação retroativa dos atos após a morte, e a organização de nova reencarnação para que se proceda a evolução espiritual.

No caso dos animais a evolução está ocorrendo á nível de adaptações físicas para o meio material terreno, e cada ser vivo colabora com sua experiência de vida para a evolução da espécie.

Como não possuem consciência de si mesmos, não poderíamos esperar que os animais pudessem refletir após a morte sobre seus atos á fim de se melhorarem espiritualmente. Isto ocorre somente no homem. Os animais são produto de espíritos que em um momento anterior á existência humana não evoluíram em consciência o suficiente para testemunharem sua individualidade e passarem para uma nova etapa da evolução. Esta nova etapa foi alcançada apenas pelos que hoje vemos como seres humanos, e se constitui em várias vivências encarnados em corpo físico para que possam evoluir ainda mais espiritualmente, aprendendo pela lei do carma, ou seja, vivendo em cada encarnação o que provocou em encarnação anterior, de modo a aprender com os próprios erros. (O aprendizado que é realizado com o espírito é o único realmente válido, pois que não se limita ao cérebro físico, mas transcende a existência terrena).

No caminho de nossa evolução antes de sermos o que somos hoje, nosso espírito teve encarnações anteriores como parte de outros seres não humanos, porém não os que compartilham do planeta conosco atualmente.

No mineral a matéria astral é muito pouco desenvolvida e a consciência está profundamente adormecida, não havendo atividade perceptível entre o astral e o físico.

Nos vegetais o corpo astral está no início de seu despertar, conferindo uma sensibilidade que podemos comparar como um sonho constante. O desenvolvimento do sistema nervoso é tão pequeno que permite apenas funções rudimentares.

Nos animais a consciência astral é muito mais desenvolvida, e através de sua ação no corpo etérico permite o estímulo do seu sistema nervoso. O corpo astral dos animais é fragmento do corpo astral da espécie (alma grupo), nos animais que vivem na natureza sem o contato com o homem, a sua consciência de si próprio ainda não existe como a conhecemos em nós mesmos. São comandados espiritualmente pelas chamadas almas-grupo (cada espécie possui uma alma grupo que comanda todos os componentes da espécie). Daí resulta que todos os animais da mesma espécie tenham o mesmo tipo de comportamento.

Há uma referência á existência da alma grupo no Alcorão, versc. 260 da 2ª Surata: “E de quando Abraão implorou: ó Senhor meu, mostra como ressuscita os mortos; Disse-lhe Deus: Acaso, ainda não crês? Afirmou: Sim, porém faze-o para tranqüilidade do meu coração. Disse-lhe: Toma quatro pássaros, treina-os para que voltem á ti, e coloca uma parte deles sobre cada montanha; chama-os em seguida, que virão, velozmente até ti; e sabe que Deus é Poderoso, prudentíssimo’.

É importante ressaltar que o nome Abraão é um efeito da linguagem árabe, e pode significar outro homem, já que a história é uma parábola proferida por Maomé, do mesmo modo que Jesus e Krishna e Buda transmitiam o conhecimento da Verdade através de parábolas.

Na parábola citada, ocorrem dois eventos: o ensino de algo ás aves, enquanto componentes da mesma alma grupo (pois são da mesma espécie), a morte das mesmas (para que pudesse haver uma parte de cada em cada montanha), e o retorno ao chamado.

Quando um animal morre, o fragmento de corpo astral que era responsável pelas impressões recebidas do mundo físico quando o animal estava vivo (como ser único), retorna á alma grupo, COM AS IMPRESSÕES RECEBIDAS NO MUNDO FÍSICO. Diferentemente do que ocorre com os seres humanos (e como foi descritas coincidentemente no versículo 259, o retorno após 100 anos), não há um espaço de tempo (como o conhecemos) entre as reencarnações, ocorrendo estas quase que imediatamente após a morte física, pois o animal, como não possui carma, não necessita de intervalos ás vezes longos entre as reencarnações, retornando á outro corpo físico logo após o desenlace do corpo anterior.

Assim é fácil entender como que as aves voltaram: não possuíam o mesmo corpo físico anterior (pois que estava mutilado e inerte), mas eram elementos da mesma alma grupo que recebera as impressões anteriores. Lembrar que no campo astral a matéria correspondente se entretece, encarnada ou não.

O psiquismo da alma grupo vai se fragmentando á partir do momento que os seus componentes animais vão se individualizando, manifestando emoções á parte e até resquícios de razão.

Os peixes ainda são éter físico ligados ao espírito grupo, não havendo nestes o despertar do corpo astral na forma de sentimentos e emoções como o que ocorre contrariamente nos bois, cavalos, golfinhos, cães e outros mamíferos, e também nas aves.

Porém atualmente temos nos animais que vivem em contato com o homem, um despertar de sua consciência individual, e hoje podemos testemunhar por exemplo, cães ou gatos que se comportam de maneiras distintas, apesar da base de comportamento ser a mesma para a espécie.

Está então havendo um despertar da individualidade nestes animais, como resultado de sua convivência com a nossa espécie. Conclui-se daí a nossa enorme responsabilidade no lidar com os animais, pois estamos imprimindo no espírito destes as nossas atitudes.

Os animais estão sofrendo também sua evolução, paralelamente à nós, são os nossos irmãos menores, e um dia terão também evoluído o suficiente para se tornarem também seres cujo espírito terá a oportunidade de encarnar como seres individuais, como nós. Desta forma fica multiplicada a nossa responsabilidade para com estes seres. Como somos mais evoluídos temos a OBRIGAÇÃO de cuidá-los e protegê-los já que somos os maiores responsáveis pela destruição de suas moradias e fontes de alimento!!! É mais absurdo e aberrante que somos responsáveis por empreendimentos monstruosos como o de criar animais para abatê-los da forma mais estúpida, infligindo-lhes sofrimentos que são manifestados no mundo astral como seres que adquirem cada vez mais horror aos seres humanos.

Deveríamos ao contrário, contribuirmos para sua evolução, dando amor e carinho á estes seres que são como crianças inocentes diante de nós, que podem ser auxílio, companhia e fonte de alimento e calor sem que seja necessário infligir-lhes quaisquer sofrimentos.

Os animais compartilham de nosso planeta e caminham também na trilha da evolução, cada qual em sua evolução específica. Cada ser vivo é uma experiência do cosmos para a busca da perfeição, e não nos encontramos no direito de interferir no decorrer da vida destes seres pois estaríamos interferindo no curso da própria evolução.

Os animais são também a nossa escola de amor. Companheiros e amigos fiéis por toda a vida, são freqüentemente relegados à categoria de irracionais, quando são imensamente mais sensatos que nós.

Seres de completa inocência, crianças da criação, são desprezados, maltratados e mutilados por seres da nossa própria espécie!

Quantos laboratórios ainda se utilizam do sofrimento destes seres para a fabricação de seus produtos? Quantos são torturados de maneira bárbara em nome da ciência?

Está mais do que comprovado que experiências com animais não são mais necessárias, não trazem benefício algum, são desperdício de tempo e dinheiro, se este argumento é mais forte do que o assassinato para muitos!

Atualmente é possível o teste de todas as substâncias de forma laboratorial em culturas de tecidos, células, ensaios por computador. Não há mais desculpa lógica para que estes campos de concentração continuem a existir!

No Livro ‘Aprendendo a respeitar a vida’, uma compilação de vários autores, temos este exemplo de Philippe Mailhebiau

‘ Mais de 800 milhões de animais são sacrificados anualmente para a medicina – camundongos, ratos, porquinhos da índia, hamsters, macacos, tartarugas, cães, cavalos, burros, cabras…Esses animais são cegados por ácidos, raios laser ou cosméticos; seu pêlo é raspado, recebem choques elétricos; são cortados, imersos em água repetiras vezes, inoculados com vírus mortais, envenenados, estripados, congelados, condenados a morrer de fome, de sede, de calor ou de frio, e também de loucura (quando não se suicidam), depois de terem extirpado deles diversas glândulas ou seccionado a espinha – tudo isso em nome de todo o tipo de experiência’

Isto não é ficção, nem tampouco exagero, é a realidade que está acontecendo, e não podemos mais fingir que estas atrocidades estão distantes de nós.

O respeito à todo ser humano e à todos os seres que nos cercam é fundamental, em cada ser está a prova definitiva da perfeição superior, e todas as suas manifestações devem ser respeitadas como gostaríamos que respeitassem á nós mesmos. Por isso o ‘amar ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas’ Pois o próximo é apenas outro aspecto de nós mesmos, e Deus é toda a perfeição que nos cerca manifestada em tudo o que podemos testemunhar como a dita Natureza, ou Universo. Tudo é denominação do mesmo Deus, ou Brahma, Ou Logos, Ou Jeová, Ou Alá, todos estes termos se referem à mesma coisa inominável, que se comprova repetidamente nas ocorrências mais comuns.

Nunca é tarde para lembrarmos que Jesus nasceu em uma manjedoura, que significa um local de alimentação dos animais, no meio de um estábulo, e foi cercado pelos animais, ainda bebê, sem que nenhum lhe causasse qualquer mal (enquanto isto Herodes ordenava o assassinato de todos os bebês homens da região)…

Se elegeu este local para nascer, quem irá argumentar á favor da tortura e do assassinato em massa dos animais?

Os animais, ou melhor, as almas que dão origem á cada ‘alma grupo’, ou o ‘grande espírito’ de cada espécie animal, é uma alma irmã da nossa, que, ao invés de encarnar propriamente em um ser individual, se manifesta corporalmente em mais de um veículo físico, ou seja, enquanto alma (ou ‘mente’) individual, estamos encarnados em um único veículo ou corpo físico, os animais representam, cada espécie, uma única entidade espiritual, que se manifesta no mundo físico assumindo mais de um veículo ou corpo único.

Porém isto nos leva á pensar que nós também, como seres humanos, somos parte de um mesmo espírito, e na realidade somos, pois, nas escrituras diz: somos feitos á imagem e semelhança de Deus, ou seja, também nós somos representantes da centelha divina encarnada, aquela centelha que saiu daquele sol imaginário do início da narração, e que, como podemos concluir, no momento da morte física esta centelha não volta á sua origem, mas continua individualmente, em companhia dos seus irmãos, a sua escalada evolutiva, o que para nós, seres humanos, significa a angelitude, ou seja, nos transformarmos verdadeira, e não metaforicamente, em anjos.