O Andrógino

retirado do livro que estou lendo (De Volta às Civilizações Perdidas – Quixe Cardinale)

“O andrógino, num dado momento da sua evolução , divide-se em duas criaturas diferentes nos sexos. Isto pode ter acontecido quando a Lua se separou da terra, violenta separação quer se refletiu também sobre as criaturas vivas. A expulsão do parto da Terra se assemelha muito ao parto humano.

Ainda hoje a mulher está ligada ao ciclo lunar, que por meio da força de atração dos líquidos lhes gera o fluxo mensal, que corresponde ao exato período de revolução da Lua, 28 dias e seis horas.

Na ruptura e divisão entre o homem e a mulher esta última sofreu uma dilaceração dos seus órgãos genitais, que ainda hoje existem em forma de cavidades, e o homem ficou com um membro de carne da exata dimensão desta cavidade.

A ferida da mulher, ainda fresca depois de milhões de anos, verte sangue a cada ciclo da lua, e quando na sua primeira conjunção com o homem verte sangue pela membrana que tenta suturar esta cavidade, o hímem.

A violenta laceração tornou hórrida estas duas criaturas, mas pouco a pouco a pele protetora, autogerada, difundiu-se sobre a superfície dilacerada. Aqueles delicadíssimos órgãos que o ser guardava com muito ciúme nas reconditas anfractuosidades do organismo,, ficaram a nu, concretaram-se, e a pele que ainda hoje conserva em alguns pontos faculdades sensoriais perdeu muitas de suas originais prerrogativas.

A superfície de junção poderia ter sido anterior, o rosto com dois olhos, nariz e a boca, o peito com os dois seios, o ventre com o umbigo e os órgãos genitais.

As últimas fímbrias de junção foram as que ainda hoje restam mais ou menos visíveis no nosso corpo.

Os órgãos genitais apresentam ainda a correspondência de uma antiga e perfeita adesão e são ainda aqueles instrumentos, o último veículo que permite , por meio do ato sexual, recompor um antigo tipo; mas nesta tentativa, como por encanto, gera-se uma outra criatura, a terceira, que no momento da criação requer que o cordão lhe seja cortado, com a finalidade de aventurar-se nas veredas da vida.

O olho deste ser primordial era único, opostos na calota craniana. Quando os dos seres se dividem, de início possuiam cada um só um olho, daí o mito dos cíclopes. O famoso terceiro olho descrito nas teorias ocultas não está colocado na fronte, mas exatamente atrás da nuca, onde hoje reside a glândula pineal, um órgão que permite o homem se beneficiar de faculdades paranormais e que pouco a pouco se atrofiou, mas hoje parece adquirir novamente as suas prerrogativas.

Enquanto o olho primordial perdia gradualmente suas faculdades, os outros dois adquiriam maior potência.

O homem, quando procurava sua alma gêmea a fim do ato procriador, movia-se em direção oposta, e o olho primitivo, agora inútil, perdia suas faculdades visuais e se retirava para o interior, onde, cristalizando-se, transform,a-se no órgão de percepção paranormal.

Se prestarmos atenção ao nosso corpo percebemos que a parte anterior é fresca, ousaria também dizer mais nova, e causa em nós certo embaraço a lembrança mitológica de Jano, a divindade de duas cabeças, e Polifeno, o gigante com um olho só”

De tal beleza poética este trecho que não pude deixar de transcrevê-lo aqui para apreciação de vocês.

já escrevi anteriormente neste blog sobre sua natureza e relação com cristais de magnetita e o senso de direção com relação ao centro magnético terrestre.

Quanto à parte da cisão dos corpos e a perfeição no ato sexual, poesia pura e bela, nunca li antes uma descrição tão interessante.

beijos a todos, e sigam em busca da Verdade, pois só ela liberta e nos permite aproveitar corretamente nosso período de vida neste corpo e neste planeta.

Lembrem-se de Mateus 5:48 (que não por acaso tenho tatuado em meu braço para nunca esquecer) : SEDE PERFEITOS

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